Blogger voltado para área de Higiene e Inspeção de Produtos de Origem Animal do curso de Medicina Veterinária. Um portfólio em forma blog para compartilhar experiências e debater assuntos a respeito da área. Curtem a página, sigam, compartilhem e deixem suas dúvidas.
As linhas de inspeção é um protocolo para efetuar da
melhor maneira a inspeção do produto cárneo bovino. Nela, temos 10 lindas de
inspeção de A-J, em que irá ser apresentado a seguir:
Linha A:
é feito o exame das patas, observa se a presença de vesículas ou feridas
digitais ou interdigitais.
Linha B:
é feito o exame do conjunto cabeça-língua, observar presença de cisticerco na
região do masseter e língua.
Linha C:
é feito a cronologia dentaria, que tem a finalidade de avaliar a idade do
animal.
Linha D:
é feito o exame do trato gastrointestinal, baço, pâncreas, bexiga e útero.
Linha E:
é feito o exame do fígado, onde vai ser observado se o animal tem: cirrose,
tuberculose ou hepatite.
Linha F:
é feito o exame do coração e dos pulmões, vai observar se tem presença de
enfisemas.
Linha G:
é feito o exame dos rins.
Linha H:
é feito o exame da face medial e lateral da parte caudal da meia carcaça.
Linha I:
é feito o exame da face medial e lateral da parte cranial da meia carcaça.
Linha J:
é feito a carimbagem das meias carcaças, nas regiões do coxão, lombo, ponta
da agulha e da paleta.
Currais Sanitários Continuação Part III - 16/10/2015
Dando seguimento ao processo anti-mortem
em abatedouros de carne bovina, o professor começou revisando novamente sobre
os currais, banheiro de aspersão, rampa de acesso a matança e seringa. Após isso,
explica a próxima etapa, a “área de vômito”, na qual o animal deve passar. Esta
área terá o piso revestido, a uma altura conveniente, por grade metálica
resistente, de tubos galvanizados de 2 polegada de diâmetro e 2m de comprimento,
dividida em seções removíveis de 0,25m de largura, para melhor facilitar a
drenagem dos resíduos e das águas para uma tubulação central de escoamento. As
paredes da área serão impermeabilizadas com cimento liso ou outro material
adequado até 2m de altura.
Logo após o animal é suspenso por uma
das patas, onde passara por um chuveiro para remoção do vômito. Após passar
pelo o chuveiro o animal entrara na sala da matança, onde vai passar pela a
área de sangria, pela canaleta de sangria, seguindo para a esfola, onde é feita
o isolamento do ânus e do esôfago. Um cabo é preso na pele, onde um motor vai
puxar o cabo, removendo toda pele. Logo mais o animal passa por um processo de
serragem do peito, na qual é feito por uma serra elétrica. Após a serragem o
animal será eviscerado, onde as vísceras são divido em dois tipos, as vísceras
brancas e as vísceras vermelhas que ficaram em mesas distintas, que saram
fiscalizadas por um médico veterinário junto com um fiscal, as partes que iram
ser descartado vão para o chute, é um local aonde vai a parte não comestível.
Depois da evisceração o animal vai para a plataforma de serragem da carcaça.
Às 4horas da manhã
partimos para aula prática no Abatedouro Regina situado em Horizonte,
Fortaleza. Foram 4hrs de viagem bastante divertida com direito a bolo e café
cedido pelo professor Roger. Infelizmente ao chegar no abatedouro tivemos a
noticia que não poderíamos ser recebidos, devido ao responsável ter uma
importante reunião com os donos e não poder nos atender no dia. Tivemos que
voltar para Sobral, enfrentamos mais 4 horas de viagem, porém fui dormindo a
viagem inteira, bastante cansado.
Voltando de Fortaleza e muita bagunça no ônibus rsrs...
Além de uma breve revisão dos currais sanitários, o
professor demonstrou na aula de hoje o banheiro de aspersão, o local do banho
de aspersão contém um sistema tubular de chuveiros dispostos transversais,
longitudinal e lateralmente. A água terá uma pressão não inferior a 3 atm
(atmosferas), de modo a garantir jatos em forma de ducha. Recomenda- se a
hipercloração dessa água a 15 p.p.m. (partes por milhão), o aproveitamento das
águas hipercloradas das 'retortas' ou o emprego de água com características de portabilidade.
A sua largura será, no mínimo, de 3m.
Terminando o banheiro, começa a rampa de acesso a
matança, provida de caneletas transversal obliquas para evitar que a água
escorrida dos animais volte ao banheiro, o seu declive de ser de 13 a 15%, que
permite fácil limpeza e evita o escorregamento dos animais. Sua capacidade deve
ser de 10% da capacidade horária da sala de matança. As paredes, afunilando-se,
na seringa, terão uma deflexão máxima de 45°.
Na seringa, deve ser de alvenaria, com paredes
impermeabilizadas com cimento liso, sem apresentar bordos, com piso de concreto
ou de paralelepípedos rejuntados com cimento. Não deve apresentar aclive
acentuado. Seu comprimento foi calculado em função de 10% da capacidade horária
de abate e da dimensão de 1,70m por bovino.
Terminando a seringa os animais
entram no boxe de atordoamento, onde vai ter que considera os pontos críticos
de controles, na qual os animais iram ser insensibilizados com uma pistola pneumática.
Nessa aula o professor continua falando sobre o
RIISPOA e para melhor esclarecer nos mostra um vídeo sobre as fases de
procedimento de carnes da indústria FRIGON.
O vídeo mostra o embarque e transporte de gado para
abate. A empresa transportadora deverá atender critérios de conformidade em
termos de qualificação de motoristas, frota e procedimentos a serem definidos
oportunamente. Em médio prazo será exigido que a empresa fosse certificada por
uma organização credenciada e equipe a sua frota com instrumentos que permitam
a localização do veículo em tempo real. O transporte e o desembarque serão
feitos em condições de conforto para os animais, desencorajando-se a utilização
de ferrão ou eletrochoque. Chegando aos matadouros ou frigoríficos, os
estabelecimentos de abate e desossa participantes do projeto deverão permitir a
verificação das condições físicas e operacionais que constam da lista do
frigorifico. Itens a serem verificados nas vistorias iniciais e periódicas,
devidamente autorizadas pelas empresas e acompanhadas pelo inspetor sanitário.
Lembrando que tudo isso é feito de acordo com as normas do BPF, POP e APPCC.
Posteriormente o professor explica as instalações dos
currais anti-morte. Os currais devem estar localizados de maneira que os ventos
predominantes não levem em direção ao estabelecimento (Leste-Oeste), poeiras ou
emanações, devem, ainda, estar afastados não menos de 80 metros das
dependências onde se elaboram produtos comestíveis e isolados dos varais de
charque por edificações (Art. 34-7 do RIISPOA).
Os currais podem ser classificam em três tipos:
§Currais de
Chegada e Seleção.
§Curral de
Observação.
§Currais de
Matança.
Currais de Chegada e Seleção: Destinam-se ao recebimento
e apartação do gado para a formação dos lotes, de conformidade com o sexo,
idade e categoria (Art. 34-3):
·Área nunca inferior à dos currais de matança.
·Facilidades para o desembarque e o recebimento dos
animais.
·Possuindo rampa suave (declive máximo de 25 graus) com
antiderrapantes.
·Iluminação adequada (5 watts p/m2).
·Pavimentação, com desaguamento apropriado, declive de
2%, no mínimo.
·Superfície plana, construído em paralelepípedos
rejuntados com asfalto.
·Canaletas de desaguamento, situadas na parte mais
baixa do declive, no sentido da parte externa dos currais.
·Cercas de 2m de altura.
·Muretas separatórias (cordão sanitário) elevando-se do
piso, ao longo e sob as cercas até a altura de 0,30 metros.
·Plataformas elevadas, construídas sobre as cercas, de
largura mínima de 0,60m, com corrimões de proteção de 0,80 metros de altura,
para facilitar o exame ante-mortem.
·Bebedouros, onde suas dimensões devem permitir que 20%
dos animais chegados bebam simultaneamente.
·Com referência ao gasto médio de água, destes e dos
demais currais, inclusive corredores, deve ser previsto um suprimento de 150
litros de água de beber, por animal, por 24 horas e mais 100 litros por metro
quadrado, para limpeza do piso.
Curral de Observação: Destina-se exclusivamente a
receber, para observação e um exame mais acurado, os animais que, na inspeção
“ante-mortem”, forem excluídos da matança normal por suspeita de doença, onde
tem que apresentar os pontos amarelos acima e mais às seguintes (Art. 34-5):
·Afastados dos currais de chegada e seleção pelo menos
3 metros.
·“Cordão sanitário” com altura de 0,50 metros
centímetros
·Área correspondente a mais ou menos 5% (cinco por
cento) da área dos currais de matança.
·Identificação por uma tabuleta com os seguintes
dizeres: “CURRAL DE OBSERVAÇÃO PRIVATIVO DA I.F. Deve possuir cadeado com chave
de uso exclusivo da I.F.
Currais de Matança (Art. 34-3): Destinam-se a receber
os animais aptos à matança normal, onde tem que apresentar os pontos verdes
acima e mais às seguintes (Art. 34-3):
Área proporcional à capacidade máxima de matança
diária do estabelecimento, obtida multiplicando-se a capacidade máxima de
matança diária 2,50m2.
O RIISPOA
- Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal, São
normas que regularizam a inspeção industrial e sanitária de produtos de origem
animal, sendo como órgão responsável por realizar a inspeção é a Divisão da
Inspeção de Produtos de Origem Animal DIPOA, e será realizado nos seguintes estabelecimentos
que fornecem matérias primas, abatem, industrializam, que beneficiam ou
qualquer outro que envolva produto de origem animal.
Para esclarecer melhor sobre o RIISPOA, segue em anexo uma revisão que mostrará como funciona esse sistema no ramo de mel.
Localizado
no caminho de Jordão, o Aterro Sanitário de Sobral, tem uma vasta expansão que
ancora Sobral e vários outros municípios próximos. Apesar do termo lixão, vimos
no local que o aterro disponibiliza de uma grande área, porém necessita de uma
melhor capacitação dos funcionários e administração principalmente com os
perigos que o local pode proporcionar. Há presença de alguns animais canídeos e
muitas aves e diferente de antes notamos que o aterro atualmente não tem mais
um odor forte que tinha antigamente como percebi em outra visita há alguns anos
atrás pelo colégio em que estudava.
A visita ao aterro sanitário foi rápida, porém bem clara
e o coordenador do local tirou todas as nossas dúvidas. Foi uma aula bastante
proveitosa, onde pude ver com outros olhos o destino de nossos dejetos que
produzimos dentro de casa e o quão importante é a questão da seleção do lixo.
A aula de hoje
classificamos o Aterro Sanitário como base constituída
por um sistema de drenagem de efluentes líquidos percolados (chorume) acima de
uma camada impermeável de polietileno de alta densidade - PEAD, sobre uma
camada de solo compactado para evitar o vazamento de material líquido para o
solo, evitando assim a contaminação de lençóis freáticos. O chorume deve ser
tratado e/ou recirculado (reinserido ao aterro) causando assim uma menor
poluição ao meio ambiente. Seu interior deve possuir um sistema de drenagem de
gases que possibilite a coleta do biogás, que é constituído por metano, gás
carbônico (CO2) e água (vapor), entre outros, e é formado pela decomposição dos
resíduos.
Lixão
– Área a céu aberto onde os resíduos são despejados, sem nenhum tipo de
impermeabilização do solo. Não atendem as normas de controle. E estão proibidos
no Brasil. Apenas recebem jogados de qualquer maneira.
Aterro
Controlado - Normalmente e um lixão remediado, que é coberto por terra, e
depois por camadas sucessivas de terra e lixo, mas sem procedimento de
impermeabilização do solo ou captação do chorume.
Vimos
que em um aterro sanitário encontramos vantagens e desvantagem para a
implementação do mesmo, sendo as vantagens : o gás do lixo desperdiçado é convertido em fonte de
energia renovável; a liberação de metano (CH4) para a atmosfera é
reduzida ou eliminada – metano é 21 vezes mais prejudicial para o aquecimento
global que o dióxido de carbono (CO2); o gás de aterro representa
uma alternativa para os combustíveis convencionais; muito eficiente para a
geração de energia com motores a gás; a energia gerada através da queima do gás
de aterro não é tarifada pela utilização da rede de distribuição das
concessionárias. E sua desvantagens:
um grande número de impactos negativos pode ocorrer por causa de aterros
sanitários. Esses impactos podem variar: acidentes fatais (exemplo: catadores
enterrados sob pilhas de resíduos); danificação de infraestrutura (exemplo:
estradas danificadas por veículos pesados); poluição do meio ambiente local
(como contaminações dos lençóis freáticos e/ ou aquíferos por vazamentos
durante o uso dos aterros sanitários ou mesmo depois do encerramento dos
mesmos); liberação de gás metano pela decomposição de resíduos orgânicos
(metano é um gás que agrava o efeito estufa, muitas vezes mais potente do que o
dióxido de carbono, pode oferecer perigo aos moradores de uma área); abrigo de
transmissores de doenças, como ratos e moscas, em especial nos aterros operados
inadequadamente, que são comuns em países do terceiro mundo; oferece riscos aos
animais selvagens; e simples problemas de poluição (exemplos: poeira, odores,
insetos ou poluição sonora).
Componentes de um aterro sanitário:
1: Base do aterro;
2: drenagem e escoamento das aguas
superficiais;
3:
Sistema de drenagem do chorume;
4:
Sistema de tratamento do chorume (lagoas de estabilização);
Infelizmente por motivo de problemas com o meu aditamento do FIES tive que faltar essa aula, porém com ajuda de alguns colegas, pude me informar o assunto abordado na aula e vi que nesse dia o professor resumiu junto com os alunos o que foi discutido na aula anterior e logo após explica sobre lagoa de estabilização anaeróbia com mais detalhes.
Através da explicação de um colega vi que as lagoas de estabilização constituem-se em uma forma alternativa de tratamento onde a existência de condições estritamente anaeróbias é essencial, tudo se processa como num digestor anaeróbio ou numa fossa séptica. Tem utilidade para tratamento de esgotos domésticos e despejos industriais predominantemente orgânicos, com altos teores de DBO, como matadouros, laticínios, bebidas. Então começa a falar das duas etapas de desenvolvimento: A primeira fase que envolve uma liquefação e formação de ácidos (através das bactérias acidogênicas) e a segunda fase que inicia a formação de metano (através das bactérias metanogênicas).
Após o conteúdo abordado o professor passou para os alunos um vídeo sobre o tratamento de uma lagoa de estabilização no estado de São Paulo.
Posteriormente o professor entra em um novo assunto na qual retrata dos resíduos sólidos, onde foi agendada uma visita ao aterro sanitário controlado de Sobral
Iniciando
a aula falando sobre o tratamento de efluentes, em que discutimos sobre o
tratamento biológico, o mais eficiente, o qual as bactérias iram fazer toda
remoção da matéria orgânica, tendo os principais fatores que afetam o seu
crescimento como as temperaturas, disponibilidade de nutrientes, fornecimento
de oxigênio, pH, elementos tóxicos e insolação. Esse procedimento se dá pela
decomposição anaeróbica que ocorre sem a presença do oxigênio que é a forma
mais lenta e pela forma aeróbica que necessitam a presença de oxigênio e sua
decomposição é três vezes mais rápida que a anaeróbica.
Além
de mostrar que o procedimento biológico é o melhor a ser utilizado, o professor
no mostrou alguns componentes desses procedimentos que também podem ser utilizados:
Corpo receptor: qualquer
corpo d’agua, onde é lançado o esgoto sanitário.
Elevatória: sistema de esgoto
sanitário, na qual o esgoto é elevado por meio de bombas para as tubulações.
Filtro Biológico: sistema de
esgoto no qual passo por um leito de material recoberto de micro-organismo e
ar, acelerando o processo de digestão da matéria orgânica.
Fossa Séptica: é um sistema
de canalização das águas e dejetos é ligado a uma fossa, na qual passa por
processo de tratamento ou decantação.
Fossa Séptica de Sistema
Condominial: é um sistema tipo câmara, enterrado, destinado a receber o esgoto
para separação e sedimentação da matéria.
Lagoa Aeróbia: são sistemas
de lagoas abertas na qual vai ocorrer a oxidação da matéria orgânica.
Lagoa Anaeróbia: é um sistema
de lagoa fechada que vai ocorre a fermentação da matéria orgânica sem a
presença de oxigênio.
Lagoa de maturação: é um
processo de tratamento que vai depender da demanda bioquímica de oxigênio (DBO)
Lagoa Facultativa: é um
tratamento que ocorre por duas camadas a superior aeróbia e inferior anaeróbia.
Lagoa Mista: é um conjunto de
lagoas anaeróbia e aeróbia.
Lagoa ativada: é um sistema
de tratamento no qual os flocos de lodo recirculam com alta concentração de
bactéria.
Reator Anaeróbio: sistema de
tratamento fechado onde se processa a digestão do esgoto, sem a presença de
oxigênio.
Rede Geral de Esgoto: é um sistema de coleta que
conduz a um desaguadouro geral da área.
Dando
prosseguimento ao tratamento de esgoto, a aula de hoje o professou continuou
falando sobre as etapas da água, em que separa em duas fases, Clarificação da água
e a desinfecção.
Ainda
essa aula o professor fala sobre Sistema VIGIAGUA, onde a água utilizada para
consumo humano é um bem essencial que garante saúde e qualidade de vida para
todos, quando distribuída suficientemente e com qualidade que atenda ao padrão
de portabilidade estabelecida na legislação vigente. Com isso, o Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água
para Consumo Humano (Vigiagua) estruturado a partir dos princípios do Sistema Único de
Saúde (SUS), desempenha um importante papel para garantir a qualidade e
segurança da água para consumo humano no Brasil.
A Estação
de Tratamento de Água (ETA) e suas etapas, para que possamos utilizar produtos
de limpeza, cozer alimentos, realizar a assepsia, dentre outras ações que
utilizem água de forma tranquila, a água destinada ao consumo humano deve
preencher condições necessárias para que possa ser consumida e utilizada para
fins higiênicos, o que se consegue através dos processos de uma estação de
tratamento.
Etapas para
tratamento de água:
§Captação, a
água passa por um sistema de grades que impede a entrada de elementos
macroscópicos grosseiros (animais mortos, folhas, etc.) no sistema.
§Coagulação,
visa aglomerar essas partículas, aumentando o seu volume e peso, permitindo que
a gravidade possa agir.
§Floculação, a água é
agitada lentamente, para favorecer a união das partículas de sujeira, formando
os flocos.
§Decantação, a água não é
mais agitada e os flocos vão se depositando no fundo, separando-se da água. O
lodo do fundo é conduzido para tanques de depuração. O ideal é que ele seja
transformado em adubo, em um biodigestor. A água mais limpa vai para o filtro
de areia.
§Filtração, a água já
decantada passa por um filtro de cascalho/areia/antracito (carvão mineral),
onde vai se livrando dos flocos que não foram decantados na fase anterior e de
alguns microrganismos.
§Cloração. A água filtrada
está limpa, mas ainda pode conter microrganismos causadores de doenças. Por
isso, ela recebe um produto que contém cloro, que mata os microrganismos. Na
água, o cloro age de duas formas principais: a) como desinfetante,
destruindo ou inativando os micro-organismos patogênicos, algas e
bactérias de vida livre; e b) como oxidante de compostos orgânicos e
inorgânicos presentes.
§Fluoretação. Nas grandes
cidades brasileiras a água tratada ainda recebe o flúor, que ajuda a prevenir a
cárie dentária.
§Reservação. A água tratada
é armazenada em grandes reservatórios, antes da distribuição. Esses
reservatórios sempre são instalados nos locais mais altos das cidades.
§Distribuição. A água
tratada é distribuída para as residências, comércio e indústria a partir dos
reservatórios de água potável.
Finalizando a aula o professor passa um vídeo que fala
sobre toda a trajetória da água dês da sua captação até sua distribuição.
Além
da aula teórica iremos no dia 25/09 visitar o SAAE de Sobral para melhor
entendermos como se baseia o tratamento de água na nossa cidade.
Aula
discursiva em sala de aula, onde o professor separou um artigo dividido em
grupos os quais abordaram as etapas do Serviço de Inspeção SIM.
Vimos
também que os municípios que não possuem um serviço de inspeção e que desejam implantá-los
é necessário seguir algumas etapas:
1-
Aprovação do Projeto de Lei na câmara de vereadores, determinando a criação do
Serviço de Inspeção Municipal - SIM.
2-
Elaboração do regulamento do SIM através de um Decreto. Este regulamento deve
conter normas detalhadas de todo o funcionamento do Serviço de Inspeção:
anãlise e aprovação de projetos e registro de rótulos, processo de aprovação
dos produtos, formulações, dentre outros regulamentos.
3-
Construir um protocolo geral, para controle da entrada e saída de documentos
oficiais, e fichas cadastral dos estabelecimentos registrados contendo
informações necessárias.
4-
Elaborar um plano de trabalho de inspeção e fiscalização do SIM.
5-
Estruturar um sistema de informações, continuamente alimentado e atualizado a
respeito das atividades de inspeção registrado o atendimento dos cronogramas de
análises realizadas, bem como os resultados e providências adotadas, cadastro
de estabelecimentos, registro de reuniões, controle de atos de infração, dentre
outras.
6-
Estruturar o funcionamento do SIM em disponibilidade dos recursos humanos, a
estrutura física e laboratórios de análise. Bem como treinamento e contratação
da equipe.
7-
Iniciar as atividades colocando em prática a inspeção dos estabelecimentos.
Análise de Perigos e Pontos Críticos de
Controle 14/08
A Aula de hoje nos levou a discutir o conhecimento que obtivemos na disciplina de Tecnologia de Produtos de Origem Animal, também ministrada pelo professor Roger Cavalcante sobre os princípios da APPCC, para quem desconhece esse tema, significa Análise de Perigo e Pontos Críticos de Controle ou HACCP (sigla em inglês) onde nos
foi lembrados os mecanismos que devemos seguir na produção de alimentos de
origem animal. Posteriormente reforçamos a ideia desses princípios, como
deveriam ser aplicados para assim, garantir uma boa segurança na produção
alimentícia.
Antes de aprofundarmos na APPCC, tivemos que debater sobre os POP's, Programa Operacional Padrão, que são procedimentos essenciais na fabricação de produtos de alimentos de origem animal ou qualquer outra indústria. Os Procedimentos Operacionais são escritos para atender os programas de Boas Práticas e de APPCC. Os procedimentos das BPA fazem parte dos pré-requisitos do Sistema APPCC,
para os quais podem ser aplicados alguns dos princípios do referido Sistema. Pode ser designado
de Procedimentos Padrões de Higiene Operacional (PPHO) e de Procedimento Operacional
Padrão (POP).
Assim como a indústria alimentícia, outras indústrias utilizam os POP's para manter melhor o funcionamento e mais segurança na sua produção, juntos com os princípios da APCC e BPF's.
A
APPCC se baseia em 7 princípios os quais serão citados logo abaixo:
Princípio 01 – Identificação e avaliação dos perigos
Princípio 02 – Identificação dos pontos críticos de
controle
Princípio 03 – Estabelecimento dos limites críticos
Princípio 04 – Estabelecimento dos procedimentos de
monitoração
Princípio 05 – Estabelecimento das ações corretivas
Princípio 06 – Estabelecimento dos procedimentos de
verificação
Princípio 07 – Estabelecimento dos procedimentos de
registro
Com o decorrer das aulas de produção de alimentos de
origem animal, passamos a adquirir o conhecimento de diversas maneiras para ter
uma produção de qualidade e com segurança. As Boas Práticas de Fabricação BPF's,
são normas que têm o objetivo de auxiliar os produtores, comerciantes e manipuladores de
alimentos, os cuidados necessários para garantir um produto de boa qualidade e
que forneça uma segurança para o seu consumo, evitando assim o risco de doenças
provocadas pelo consumo dos mesmos contaminados.
Esses
cuidados abrangem desde a qualidade da matéria prima a ser utilizada, até a
higienização dos ambientes de trabalho, higiene pessoal, manipulação e
armazenamento desses alimentos, como também o transporte e diversos outros
cuidados que vimos serem abordados na aula.
Para entender melhor sobre as BPF's segue em anexo um manual de boas práticas de fabricação.
Introdução Sobre a Disciplina e Serviço
de Inspeção 04/08
No primeiro dia de aula tivemos a apresentação de toda
programação da disciplina de Higiene e Inspeção de Alimentos de Origem Animal
com o professor Roger Cavalcante. Foi repassado o cronograma das atividades e
com isso começamos o conteúdo abordando o Serviço de Inspeção, em que vimos
todas as diretrizes e leis necessárias para o serviço de inspeção na produção
de alimentos.
Iniciamos uma discussão sobre o tema Serviços de Inspeção
e tentamos organizar o serviço de inspeção, onde a União buscou criar órgãos
públicos com a finalidade de realizar o controle na qualidade do alimento que é
ofertado ao consumidor o SIM - Serviço de Inspeção Municipal, o SIE - Serviço
de Inspeção Estadual e o SIF - Serviço de Inspeção Federal, em que cada órgão é
designado à atuar sobre uma determinada área.
Dessa forma, o SIM tem o seu papel de fiscalizar empresas
que se utilizam de produtos de origem animal para fabricação e venda de
produtos apenas no município. Enquanto o SIE atua na fiscalização de produtos
que esteja circulando em municípios dentro de um mesmo estado. Possui
especificações ainda mais exigentes que o SIM. Já o SIF fiscaliza empresas e
produtos que possuem maior controle e rigor na qualidade ofertada ao
consumidor. Este serviço está vinculado com Departamento de Inspeção de
Produtos de Origem Animal – DIPOA, no qual atua assegurando a qualidade de
produtos no marcado interno e externo, bem como produtos importados.
Para melhor compreender o Sistema de Inspeção segue em anexo uma apresentação feita pelo Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento, o qual foi muito útil para entender como funcionar cada sistema de inspeção e como deve ser feito.