Continuação
da aula sobre RIISPOA 22/09/2015
Nessa aula o professor continua falando sobre o
RIISPOA e para melhor esclarecer nos mostra um vídeo sobre as fases de
procedimento de carnes da indústria FRIGON.
O vídeo mostra o embarque e transporte de gado para
abate. A empresa transportadora deverá atender critérios de conformidade em
termos de qualificação de motoristas, frota e procedimentos a serem definidos
oportunamente. Em médio prazo será exigido que a empresa fosse certificada por
uma organização credenciada e equipe a sua frota com instrumentos que permitam
a localização do veículo em tempo real. O transporte e o desembarque serão
feitos em condições de conforto para os animais, desencorajando-se a utilização
de ferrão ou eletrochoque. Chegando aos matadouros ou frigoríficos, os
estabelecimentos de abate e desossa participantes do projeto deverão permitir a
verificação das condições físicas e operacionais que constam da lista do
frigorifico. Itens a serem verificados nas vistorias iniciais e periódicas,
devidamente autorizadas pelas empresas e acompanhadas pelo inspetor sanitário.
Lembrando que tudo isso é feito de acordo com as normas do BPF, POP e APPCC.
Posteriormente o professor explica as instalações dos
currais anti-morte. Os currais devem estar localizados de maneira que os ventos
predominantes não levem em direção ao estabelecimento (Leste-Oeste), poeiras ou
emanações, devem, ainda, estar afastados não menos de 80 metros das
dependências onde se elaboram produtos comestíveis e isolados dos varais de
charque por edificações (Art. 34-7 do RIISPOA).
Os currais podem ser classificam em três tipos:
§ Currais de
Chegada e Seleção.
§ Curral de
Observação.
§ Currais de
Matança.
Currais de Chegada e Seleção: Destinam-se ao recebimento
e apartação do gado para a formação dos lotes, de conformidade com o sexo,
idade e categoria (Art. 34-3):
·
Área nunca inferior à dos currais de matança.
·
Facilidades para o desembarque e o recebimento dos
animais.
·
Possuindo rampa suave (declive máximo de 25 graus) com
antiderrapantes.
·
Iluminação adequada (5 watts p/m2).
·
Pavimentação, com desaguamento apropriado, declive de
2%, no mínimo.
·
Superfície plana, construído em paralelepípedos
rejuntados com asfalto.
·
Canaletas de desaguamento, situadas na parte mais
baixa do declive, no sentido da parte externa dos currais.
·
Cercas de 2m de altura.
·
Muretas separatórias (cordão sanitário) elevando-se do
piso, ao longo e sob as cercas até a altura de 0,30 metros.
·
Plataformas elevadas, construídas sobre as cercas, de
largura mínima de 0,60m, com corrimões de proteção de 0,80 metros de altura,
para facilitar o exame ante-mortem.
·
Bebedouros, onde suas dimensões devem permitir que 20%
dos animais chegados bebam simultaneamente.
·
Com referência ao gasto médio de água, destes e dos
demais currais, inclusive corredores, deve ser previsto um suprimento de 150
litros de água de beber, por animal, por 24 horas e mais 100 litros por metro
quadrado, para limpeza do piso.
Curral de Observação: Destina-se exclusivamente a
receber, para observação e um exame mais acurado, os animais que, na inspeção
“ante-mortem”, forem excluídos da matança normal por suspeita de doença, onde
tem que apresentar os pontos amarelos acima e mais às seguintes (Art. 34-5):
·
Afastados dos currais de chegada e seleção pelo menos
3 metros.
·
“Cordão sanitário” com altura de 0,50 metros
centímetros
·
Área correspondente a mais ou menos 5% (cinco por
cento) da área dos currais de matança.
·
Identificação por uma tabuleta com os seguintes
dizeres: “CURRAL DE OBSERVAÇÃO PRIVATIVO DA I.F. Deve possuir cadeado com chave
de uso exclusivo da I.F.
Currais de Matança (Art. 34-3): Destinam-se a receber
os animais aptos à matança normal, onde tem que apresentar os pontos verdes
acima e mais às seguintes (Art. 34-3):
Área proporcional à capacidade máxima de matança
diária do estabelecimento, obtida multiplicando-se a capacidade máxima de
matança diária 2,50m2.

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